terça-feira, 27 de agosto de 2013

Voltei!


Voltei a escrever. Voltei porque não há mais amor, nem vida corrida, nem maior distração. Aliás, correria até que há, muita, mas ocupação maior que o amor propicia á nossa mente, impossível, e isso hoje não há, não mais.

Quando estamos amando, passamos um precioso tempo recordando o que se viveu e até mesmo fazendo algumas modificações imaginárias na cena já vivida, o que muitos chamariam de acreditar nas próprias mentiras, mas eu chamo de se iludir pela inexistente perfeição daquilo que já foi vivido. E quando não estamos pensando no que se viveu, estamos pensando na tal pessoa no geral, e se ela não nos procura uma dia ou algumas horas, aí então que a mente não para. De pensamentos de preocupação, zelo, dor á ódio, tudo se passa pela cabeça ao sentir essa curta rejeição.

Há um ano eu não escrevo nada por aqui. Logo eu, que costumava passar o tempo todo refletindo sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre o amor e imaginando maneiras de descrevê-los por aqui, não superficialmente ou com suas características totalmente perceptíveis, mas sim por dentro, que ainda é a parte que mais me interessa em algo ou alguém. Pra mim vem sempre a dúvida do que se passa por dentro, do que o outro pensou do que ele sentiu e neuras do tipo “Será que ele não pensa, não sente, não percebe ou só faz isso tudo sem nem mesmo saber que é algo que realmente me importo ? ’’

Voltei a escrever porque assim organizo melhor meus pensamentos, minha neuras, meus traumas, minhas dores existenciais - que ultimamente têm sido tantas - meus sentimentos, minhas ilusões. A vida tem sido um tanto difícil e guardar toda essa confusão dentro de mim tem doído um pouco, por dentro, por fora, por todo o meu ser. Será que a vida segue um roteiro pré-determinado como todos dizem por aí? Porque se for, eu que adoro cinema e amante da crítica de tal, digo: que roteiro desgraçado esse meu? Sabe o que é ter o amor e perder? Amar e não ser amado? Procurar incansavelmente e só encontrar gente babaca por aí? Ou mesmo conviver a cada dia com gente que só quer te ver pelas costas, gente maldosa, sem escrúpulos, apenas ligada á futilidades? É, a vida não tem sido das melhores. A sorte me alcançou, mas logo fez questão de partir.

Acho que quem nasce com uma alma sensível como a minha, não nasceu mesmo pra ser feliz, afinal, o que seria da arte sem os textos, livros, pinturas, músicas, letras de quem nunca sofreu de verdade?

2 comentários:

Lu Dantas disse...

Escrever é sempre uma forma de transbordar o que se sente, não deixar sufocar a tristeza ou explicitar a alegria.

www.lucadantas.blogspot.com

Ana Emília Castro disse...

Acredito que quem nasceu com a alma sensível é tão feliz quanto é triste, no entanto todas as coisas ruins que citou nos cerca e não consiguimos ser indeferentes a elas.

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