sábado, 24 de setembro de 2011

Vem cá! Me dá tua mão

E eu quero acordar com a marca da sua mordida ainda no meu pescoço. Ver o travesseiro babado e sentir seu perfume por todos os cantos do apartamento. Fazer panquecas pensando no porquê do seu sumiço matinal. Mas calma, você só foi comprar pão e meu chocolate preferido. E depois disso a gente vai se amar no meio do banho mais e mais e eu vou ter que recolher suas roupas espalhadas, retorcidas, arrancadas por impulso e vontade, antes da gente sair e seguir nossas vidas.

E eu quero acordar com a cara amassada, sorridente, babando no seu lençol e te ouvir dizer todas as manhãs-por mais mentirosa que seja tal proposição- que eu fico linda naturalmente, sem maquiagem, sem brilhos artificiais e que minha cara de sono te faz querer me abraçar feito um urso e que é inevitável você não me chamar de 'sua pequena' enquanto eu levanto e visto sua camisa que se transforma numa camisola em mim, recobrindo os joelhos e os braços. Mas a gente já era, a gente já foi, a gente não é , não mais. Mas porque não sermos de novo?!

Vem cá, me dá tua mão, me telefona, me manda uma mensagem, me procura por email, mas sei lá diz que você também sente falta de dividir as panquecas e acordar ás 10h da manhã ou então de ir ao supermercado e encher o carrinho de lasanha congelada , que era umas da poucas coisas que a nossa falta de dote culinários nos permitia fazer. E diz também que está com saudade do meu brigadeiro de colher, dos meus discos, do meu humor ácido, das minhas ironias, das minhas pantufas engraçadas e de dizer que eu era diferente de todo mundo que você já conheceu. Mas se não der, se não sentir falta de nada disso, ou mesmo se não quiser dizer que sente, diz então só que me ama, diz bem baixinho, ou bem alto, ou escreve, ou envie, mas diz, por favor. Porque esse silêncio está agonizante e a sua ausência tem sido minha pior companhia.

E o combinado era gente continuar junto até que não desse mais, mas antes mesmo de chegar neste período de um relacionamento, onde a gente vê que não dá mais, você sumiu e eu não entendi o porquê. A gente estava tão bem e você se foi. Mas eu não me permito deixar de ser sua e nem que você deixe de ser meu, sem mais nem menos, sem nem desculpas, sem nem motivos. Eu não me permito aceitar a sua ausência antes mesmo de eu dizer que chega, que pra mim não dá mais, eu não permito que você saia da minha vida, assim como entrou: sem pedir licença, sem dizer porquê. Eu não me permito, eu não te permito, deixar de amar.

7 comentários:

Andreza Hana disse...

Oie Thalita, é tao bom amar e ser amada neah? Tudo fica mais colorido.
Obrigada pelo carinho no meu níver :D

bjiimm e ótimo final de semana

http://meuamorpaquistanes.blogspot.com

http://muslimahfashionn.blogspot.com/

Gabriela Freitas disse...

E não permita nunca o amor acabar.
Gostei do layout, o blog está muito bonito.

Marcella Fernanda disse...

Acho que, mt infelizmente, um fim nunca é uma decisão dos dois. O amor é maravilhoso, mas sempre acaba em um primeiro...isso que dói.
Uma pena quando não acaba primeiro na gnt :/

Lindo seu blog !!
Beeijoss

cássia vicentin disse...

Que delicia de sentimento!

Fernanda Avenia, disse...

O bom é as lembranças daquela epoca de ser amada, que nada consegue arrancar do coração. Nem você mesma, com toda força que colocar.

Kleberson Marcondes disse...

Gostei do que li; relerei... Enfim; permanecerei.
Ótimo. Parabéns!

G. disse...

ai, que texto lindo... lindo e triste me emocionei muito, já vivi algo BEM parecido, não é fácil não, mas sabe a melhor parte? PASSOU!
o seu blog também está uma coisa muito fina! rs parabéns!

vou te seguir :)

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